Publicado por: Tak | Julho 5, 2009

Each and every day (*)

Estes dias mesmo revi o filme Paris, Je t´aime, pelo Youtube mesmo. Assisti há uns dois anos, e naquela época já planejava minha viagem para França, acho que o filme acabou colaborando para a decisão, uma vez que me deixou mais encantado pela cidade. Revendo o filme, pude ver que os capítulos de cada autor é intitulado pelo nome de um bairro ou uma região da cidade. Estou achando delicioso rever em filme o cenário que vejo quase todos os dias aqui, mesmo sem ter conhecido todos os cantos da cidade ainda. Algumas particularidades que tinha reparado no filme, como a multipliciodade étinica e a presença estrangeira em alguns bairros, como a comunidade africana que existe aqui na região de Belleville e aparece muito bem numa história que se passa na Place de Fêtes, são muito fiéis ao que eu vejo diariamente. Ou mesmo a enorme comunidade árabe, principalmente do norte da África, e seus hábitos, como as meninas andarem com lenços na cabeça cobrindo os cabelos. Mas pelo Youtube eu pude rever uma história que ao mesmo tempo me emocionou e me fez me identificar com a personagem, que passa algumas semanas de férias solitárias tentando aprimorar seu francês básico. E a história se passa no 14eme. arrondissement. Inclusive uma das primeiras cenas é da saída da estação Pernety, do ponto de vista do bar que passei vendo shows na Fête de la musique, do cemitério de Pére Lechaise que fica na minha vizinhança, ou o terraço do Montaparnasse.

 

(*) Manfred Mann

Publicado por: Tak | Junho 28, 2009

They’re drinkin’ home – brew from a wooden cup (*)

A Bélgica é ou não é o paraíso da cerveja?? E ontem aprendi a fabricar cerveja Lambic. Feita com fermentação espontânea, deixando o mosto em contato com o ar das noites de inverno. . Pena que não daria certo em São Paulo. Nunca se sabe os fungos que existem no ar da cidade. Pode ser até que surgisse uma nova criatura mutante.

Hoje fui no museu da Heineken, em Amsterdam. Aqui não é a mesma coisa da Bélgica já que o mercado é praticamente todo da Heineken e da Amstel, e a gente pode encontrar facilmente no Brasil. O museu está mais para uma tremenda máquina de marketing da cervejaria.

Bom, fiquei com muita vontade agora de visitar as cervejarias artesanais do sul do Brasil, gostei muito da experiência. Se bem que se eu fosse visitar tipo Springfield, com certeza ia passar na fãbrica da Duff também.

(*) Chuck Berry

Publicado por: Tak | Junho 27, 2009

Going underground (*)

Eu adoro andar de metrô. E aqui em Bruxelas não é diferente. Pra conhecer a cidade só preciso de um mapa da cidade e um mapa do metrô. Aqui ainda tem uma rede de bondes bem integrada com as linhas principais de metrô, e se acessa utilisando-se o mesmo bilhete. Com um bilhete válido por um dia, que custa 4€50, pode fazer quantas viagens você for capaz. Mas uma coisa me intrigou muito aqui. Tanto na compra do bilhete quanto na validação, não há uma única interação humana. O que pra mim é ótimo, visto que eu gosto mais de interagir com máquinas. Mas as estações e pontos de bondes são todos abertos e não há nenhum controle de entrada ou saída, ninguém verifica (ou pelo menos não vi ninguém) se você está portando a passagem ou não. O que existe é um dispositivo na entrada da plataforma ou dentro do bonde que teoricamente valida seu bilhete. Mas eu quase não vi ninguém usá-lo. Ou seja, se você tentar viajar de graça você consegue. Interessante ver que todo o controle humano foi eliminado, com exceção do maquinista. Obviamente que este sistema depende do bom senso do cidadão, e eu ainda espero que algum dia isso aconteça no Brasil. Não pelos ganhos da automatização, mas pela evolução cívica que isso significaria.

(*) The Jam

Publicado por: Tak | Junho 26, 2009

Lets go trippin’

Aproveitando o fim de semana para viajar um pouco e aproveitando também que as tarifas de trem estão convidativas. Viajando a mais de 300km/h para chegar em Bruxelas em uma hora. Linda a cidade. Fiz algumas caminhadas e aproveitei para provar as comidas típicas. Bom, as comidas típicas daqui nem são lá tão exóticas. Provei aqui os tradicionais mariscos com fritas. Aliás, os belgas têm um orgulho enorme em terem inventado as fritas e aqui elas são como uma instituição. Existem o que eles chamam de fritaries espalhadas pela cidade. E a maneira correta de comer é com maionese.

Mas o que realmente é especial por aqui é a cerveja. Aqui em todos os restaurantes existe a certa de cerveja, como as de vinho em restaurantes mais chiques. Até nos menores e mau freqüentados. A impressão é que em todos eu me sinto no Frangó, em sampa, com exceção dos preços mais baratos, afinal aqui todas as cervejas são nacionais. E todas possuem seu próprio copo especial. Estou aprendendo muito. Amanhã já programei uma visita ao museu ds cerveja, e a alguns outros menos importantes como o museu dos instrumentos musicais, do exército e da história da arte. Amanhã à tarde viajo para Amsterdam. Obviamente que uma visita à fábrica da Heineken já está planejada.

Publicado por: Tak | Junho 22, 2009

Down by the river

Torre num dia nublado… Nem achei nada de mais…

Publicado por: Tak | Junho 14, 2009

Walk awhile with me (*)

E minha dor no pé vai passando, à medida o quanto eu vejo o quanto é legal andar por esta cidade. Ontem, após uma sessão de flanerie pelas ruas da cidade após almoço daqueles de apavorar Bob Esponja e todos os habitantes da Fenda do Biquini pela quantidade de frutos do mar (tá, faltou a banana… Banana d’água.. Infame, mas sempre quis fazer esta piada), fui parar lá pelos lados do Quartier Latin, que é tipo a Maria Antônia daqui, onde se concentram as Universidades e onde ocorreu o estopim das manifestações de 68. Como é período de férias, não tinham lá muitos estudantes, mas, assim como cá, há uma enorme quantidade de bares e cafés pelas redondezas (claro, que mais glamorosos, e melhor frequentado que nosso querido Rei das Batidas que fica pertos dos pontos em que o Ronaldo se sentiria no paraíso,e cujos banheiros possuem frequencia ainda mais suspeitas). 

À noite, consegui me comunicar com a ala anglófona da turma, e decidimos dar uma passada pela Oberkampf, perto da escola. Resumo: depois de três bares , sendo que um tocava samba e me fez sair correndo, e após algumas (poucas…. dúzias) de cerveja depois, enquando no último bar rolava uma briga de francesinhos afrescalhados (nada de garrafada na cabeça, nem mesmo socos. Só empurrõezinhos apartado pelo segurança, que nos confidenciou que na nossa escola estuda uma atriz pornô, mas acho que ele diz isso pra todos os estudantes) resolvo ir embora, e me lembro que depois das 2 não tem meio de transporte. A minha pãodurice me fez ignorar os táxis e flanar mais um pouco pelas ruas de Paris madrugada adentro. Incrível que mesmo neste horário, a sensação de segurança ainda é bem grande, mas também tendo-se em consideração que a pessoa de aparência mais suspeita seria eu mesmo, fiquei tranquilho.

Eis que ao passar por um ponto do Velib, tenho a brilhante idéia de voltar de bicicleta. Isso mesmo, de madrugada, tudo escuro e eu ainda meio bêbado. Mas Murphy é meu amigo, e a cidade é toda plana, com exceção de minha vizinhança que fica ao topo de uma colina. Não consegui chegar à metade do caminho. Minhas pernas não aguentaram, sem contar a precariedade de meu fôlego e a quantidade de cerveja ingerida querendo sair pra fora. Devolvi no próximo ponto que encontrei e  voltei a pé. Claro, sem antes me perder. Mas como existe um mapa em cada esquina da cidade, consegui chegar em casa, salvo pelo menos.

 

(*) Fairport Convention – 1970

Publicado por: Tak | Junho 12, 2009

Dans ma Jeneusse

Acordei com uma insuportável dor no pé. É aquela velha dor que sempre achei que fosse psicosomática voltando. Sorte que consegui comprar anti-inflamatórios por aqui, usando o não muito famoso “jeitinho francês”. É que minha locatária me acompanhou até a farmácia (que aqui parecem mais perfurmarias, com aquela cruz verde em Neon), e comprou o remédio mesmo sem receita, só na base da amizade com a farmecêutica.

Nhé!! Dia dos namorados longe da minha é muito triste. Deveria estar estudando, mas acho que vou passear pela cidade. Já fui num museu de ciências, vi uma exposição de Andy Warhol, e agora que a dor está passando, vou andar pelos parques e dar migalhas aos pombos. Mais tarde vou sentar-me num café, numa mesinha na calçada, observando o movimento nas ruas. É, estou ficando velhinho.

Publicado por: Tak | Junho 9, 2009

We’re going Wrong (*)

Nao faco a menor ideia de como os franceses conseguem escrever com este tipo de teclado AZERT… Onde ja se viu ter que apertar <Shift> para colocar um ponto final?? Nao acho os acentos e so consigo escrever emulando o teclado EN e sem olhar para as teclas!! Hum… Eu bem que poderia configurar um PT-BR, so de sacanagem, hein??

HAHA!!ÇÇÇÇÇÇ! Nhé Nhé Nhé!! Consegui! Agora o segredo é não olhar para o teclado… Absurdo! E pra colocar @ então (Interrogação! Droga! Essa tecla se perde!!)

Ah, um adendo… Mudei a tag das postagens parisienses por demanda popular.. Sabe como é, a gente tem que saber quem manda e obedecer…

(*) Cream

Publicado por: Tak | Junho 8, 2009

Flying on the ground is wrong (*)

Ando meio sumido por aqui. Um pouco pelo excesso de trabalho que tive nas últimas semanas, um pouco pelas obrigações, e muito pela preguiça mesmo e necessidade de se fazer muita coisa por aqui em pouco tempo.

E, como não disse antes e estou dizendo agora, minha viagem planejada para a dominação mundial já foi efetuada. Encontro-me agora em território francês, onde as pessoas falam de biquinho, não tomam muito banho mas comem e bebem muito bem. (Se tem algumas coisas que sentirei saudades daqui serão as baguetes, os croassãs e os queijins. Uma coisa que não sentirei saudade é da saudade que sinto da pessoa que ficou).

Minha viagem aconteceu dois dias antes do fatídico voo da AF. E eu fiz a mesma rota, Rio-Paris. E eu senti as turbulências. Mesmo assim, acho que tinha gente torcendo para eu estar neste avião. (mania de perseguição? Nem. EU SEI que tem gente mesmo que queria isso). Mas agora vemos uma utilidade no twitter. As pessoas que importam sabiam que eu já tinham chegado porque me seguem.. hehehe!

E tenho aula agora. Bom.. Passei aqui só pra não juntar teia de aranha…

(*) Buffalo Springfield – 1966

Publicado por: Tak | Maio 9, 2009

Memories, are drifting like the snow (*)

Estou neste sábado no Rio de Janeiro. Há pelo menos cinco meses, estive longe daqui (Sem contar a do feriadão do mês passado, que meu velho amigo me deu um cano, e resolvi não ficar). E uma série de sentimentos conflitantes surgem por aqui. Parece que todos aquele sentimento de abandono e solidão que eu cultivava nos meus meses aqui, retornam quando piso nos mesmos lugares. (Aliás, para manter a tradição, escrevo este texto no velho laboratório da faculdade, que abre sábado. Free LAN House! Yeah!)

 
Quando combinei mês passado de passar um fim de semana por aqui e este meu amigo desistiu no dia em que cheguei e me deu um mega bolo, não tinha como não sentir o mesmo abandono de sempre. Lembrei de tudo que de ruim passei por aqui. A distância dos amigos, da família, dos cachorros, me sentia como alguém nulo, e realmente me perguntava se eu morresse por aqui será que iriam sentir minha falta. E neste dia isso me assustou muito. Tomei o primeiro ônibus de volta.
 
Não sei. Muitas vezes tenho este tilt. O que me faz vir aqui hoje é saber que não vou ficar, que volto hoje mesmo para passar o dia das mães com a minha. Sei que vou ter que retornar muitas vezes (ainda mais porque tenho pendências do mestrado, preciso falar com professores, defender minha dissertação), mas já não sinto o mesmo encantamento de antes de morar aqui. Bom, isso já é histporia para uma outra postagem.

(*) Eric Andersen – 1966

Postagens Antigas »

Categorias