Publicado por: Tak | Junho 14, 2009

Walk awhile with me (*)

E minha dor no pé vai passando, à medida o quanto eu vejo o quanto é legal andar por esta cidade. Ontem, após uma sessão de flanerie pelas ruas da cidade após almoço daqueles de apavorar Bob Esponja e todos os habitantes da Fenda do Biquini pela quantidade de frutos do mar (tá, faltou a banana… Banana d’água.. Infame, mas sempre quis fazer esta piada), fui parar lá pelos lados do Quartier Latin, que é tipo a Maria Antônia daqui, onde se concentram as Universidades e onde ocorreu o estopim das manifestações de 68. Como é período de férias, não tinham lá muitos estudantes, mas, assim como cá, há uma enorme quantidade de bares e cafés pelas redondezas (claro, que mais glamorosos, e melhor frequentado que nosso querido Rei das Batidas que fica pertos dos pontos em que o Ronaldo se sentiria no paraíso,e cujos banheiros possuem frequencia ainda mais suspeitas). 

À noite, consegui me comunicar com a ala anglófona da turma, e decidimos dar uma passada pela Oberkampf, perto da escola. Resumo: depois de três bares , sendo que um tocava samba e me fez sair correndo, e após algumas (poucas…. dúzias) de cerveja depois, enquando no último bar rolava uma briga de francesinhos afrescalhados (nada de garrafada na cabeça, nem mesmo socos. Só empurrõezinhos apartado pelo segurança, que nos confidenciou que na nossa escola estuda uma atriz pornô, mas acho que ele diz isso pra todos os estudantes) resolvo ir embora, e me lembro que depois das 2 não tem meio de transporte. A minha pãodurice me fez ignorar os táxis e flanar mais um pouco pelas ruas de Paris madrugada adentro. Incrível que mesmo neste horário, a sensação de segurança ainda é bem grande, mas também tendo-se em consideração que a pessoa de aparência mais suspeita seria eu mesmo, fiquei tranquilho.

Eis que ao passar por um ponto do Velib, tenho a brilhante idéia de voltar de bicicleta. Isso mesmo, de madrugada, tudo escuro e eu ainda meio bêbado. Mas Murphy é meu amigo, e a cidade é toda plana, com exceção de minha vizinhança que fica ao topo de uma colina. Não consegui chegar à metade do caminho. Minhas pernas não aguentaram, sem contar a precariedade de meu fôlego e a quantidade de cerveja ingerida querendo sair pra fora. Devolvi no próximo ponto que encontrei e  voltei a pé. Claro, sem antes me perder. Mas como existe um mapa em cada esquina da cidade, consegui chegar em casa, salvo pelo menos.

 

(*) Fairport Convention – 1970


Deixe uma resposta

Sua resposta:

Categorias