Underdog…..
27 out 2011 3 Comentários
Mas é cada coisa que me acontece. Mas não reclamo não. Senão não teria nada pra escrever por aqui. Até parece que faço estas coisas de propósito para ter algum assunto, tipo aqueles escritores que fazem laboratórios se metendo em confusões com uma turminha do barulho só pra ter inspiração pra fazer roteiros para a Sessão da Tarde. Mas juro que eu não forço nada disso. Hoje o di começou cedinho, pra um aprazível exame clínico, uma endoscopia digestiva, pessoas enfiando canos e câmeras minha goela abaixo enquanto eu ficava num estado semi-sedado. Por mim se passaram uns 15 minutos de exame, mas segundo minha mãe que me acompanhava, passaram-se quase uma hora em que fiquei na poltrona de recuperação. Em fico mutcho loco em endoscopias, mas já fiz tantas que deveria estar acostumado. Voltei pra casa, e me recuperei dormindo mesmo. Só voltei ao meu estado menos insano lá pelo meio dia. Trabalhei um pouco e só depois me dei conta que meus pais viajaram enquanto eu dormia. Estou só e livre no mundo até sabe-se lá quando – na verdade, liguei pra minha mãe e eles voltam no sábado.
Não sei se mencionei antes, mas estamos na semana em que não tenho vida social. É a semana em que eu encarno o louquinho do cinema, assistindo duas ou três sesssões por dia na Mostra. Então resolvi ir no cinema logo após o horário do trabalho, e como estava em casa-escritório, já arrumei duas sessões, uma era às 19:00 e a outra começava 21:47 (sim, era esse horário quebrado que constava na programação). Peguei o outro carro da família, já que era meu rodízio, e lá fomos nós como a bruxa do Pica-Pau.
Deixei num estacionamento fora do Shopping onde fica o cinema, visando pagar menos pois nele se cobrava por valor fi o, ao invés de horas corridas como no Shopping. Grandíssimo erro! Acontece que o segundo filme que era pra começar 21:47 atrasou, e esta sessão foi justamente aquela em que o diretor do filme e o produtor são apresentados, e fazem um pequeno discurso cada, com direito à tentativa de tradução simultânea. O filme confesso que foi realmente bom, mas ele só terminou lá pela meia-noite-meia. E eu descobri que o estacionamento funcionava só até meia noite e não tinha mais ninguém lá pra me liberar o carro. E que eu deixei a chave de casa dentro do carro. Fuuuuuuuuu!
Acontece que, sem ninguém em casa e sem querer importunar ninguém mais, nem minha tia nem minhas irmãs que a esta hora dormem já em fase REM, estou aqui, em um hotelzinho de quinta com freqüentadores suspeitos, sendo o único que achei vaga, pois tive medo de dormir na rua ou no sofá do hall social do prédio, tão inconformado comigo mesmo que tenho que desabafar, postando do telefone. é, agora me lembrei que tem um abrigo municipal no Viaduto Pedroso aqui perto… Mas pelo menos aqui posso dormir e roncar à vontade, sem perturbar nenhum colega homeless.
Só sei que vou é fazer homeoffice amanhã também. Não vou ter cabeça pra ir buscar o carro no estacionamento de metrô, voltar pra casa pra tomar banho e trocar de roupa e viajar até a Vila Alfa de novo. é que eu quero evitar a fadiga.
(*) Sly and family stone
The Spicks and Specks of my life´ve gone away (*)
19 out 2011 2 Comentários
E a dor no meu strongo não passa não. Tenho consulta no gastro amanhã. Mas parece que tô tomando agulhadas aqui na barriga, que nem vudú. Bom, me preocuparia se realmente tivesse alguém que realmente se importasse tanto comigo a ponto de fazer um vudú, mas eu sei que ninguém se importa mesmo.
Mas vocês sabem….
(*) Bee Gees, bem nos primórdios em 1966, na época que ainda era quinteto e era legal.
Good night sleep tight
17 out 2011 Deixe um comentário
E tá que eu consigo dormir com esta dor. E armado com este iPad. Livros, séries, filminhos, youtubes ao alcance da mão.. Sem contar que eu consigo ver os filminhos de meu desktop aqui por streaming. Minha ruína. Perae. Vamos contar quantos computadores e dispositivos tenho aqui…. Um desktop meu, um do resto da famiglia, um NetBook, um note velho, mais o note da empresa, mas este não conto. Mais um celular power android e um iPhone de primeira geração. E mais este iPad. Ou seja, 7 computadores e similares por aqui. Isso porque não contei os palmtops decomissionados que tenho fora de uso (são dois, ipaqs antigos, que me foram muito úteis noa passado. Na verdade não tão úteis, mas serviam de agenda, calculadora, email e joguemos providenciais nas horas de aperto. E eu acordo daqui a uma hora e meia… Zumbizarei amanhã….
Just like myself they are neglected (*)
17 out 2011 Deixe um comentário
em A Day In The Life, In My Life
Gastrite voltando com força total. Estas crises não me acometiam há anos, quer dizer, eu tenho de tempos em tempos estas dores e pontadas internas, mas normalmente passam de um dia pro outro. Desta vez não. Acho que agora já era. É mais grave do que eu podia imaginar. Porque agora as dores não passam de um dia pro outro. E agora? Não posso beber, to comendo pouco, mas as dores continuam. E eu tive que passar a madrugada no hospital. Na últma sexta pro sábado. Minha alimentação desregrada. Na quinta já tinha almoçado do Applebees e eles tem lá a coleção de Tabasco, e eu sempre gosto de verificar a exatidão da escala de ardência. E eu macho que sou e fã do Man Vs Food, tasquei logo o Habanero cinco pimentinhas de escala na minha comida. Que aliás eu achei que ficou ótimo. Mas que no fim da tarde me deu aquelas pontadas internas. Misturado com todo o estresse que os gringos tem me causado, porque não são eles que dão a cara a tapa no cliente, e eu que só queria ajudar acabo levando a culpa e a responsabilidade por tudo que dá errado, sendo que nem sou gerente dessa porcaria, e… (Opa, bandeira amarela…. falta… descumprimento da regra 3 parágrafo 2 do livro de regras pra escrever aqui. Nada de trabalho, esquece essa porra!!) Bom, o que acontece é que a dor não é pouca não. Depois na sexta ainda fui num restaurante mexicano, mas sabendo das dores anteriores me contive na pimenta. Mas elas continuaram e eu nem fui pra casa depois, porque não tem ninguém aqui mesmo e eu tenho que cuidar de mim mesmo e mimimimi… Fui direto ao hospital sozinho mesmo, porque eu vou morrer sozinho e eu sou adulto e sei cuidar de mim. Na verdade é porque minha mamãe está viajando e eu to com muita dor. Acabei indo naquele em que minha amiga trabalha, e que recebe presidentes e outras otoridades pra se tratar. Eu particularmente prefiro ir na emergência do outro hospital, que fica perto, do outro lado da rua, mais por motivo sentimentais, pois foi o hospital em que eu nasci. Mas fui na emergência do hospital dos árabe, porque vai que é uma úlcera aberta, e que meu estrongo já esteja todo ensanguentado, coitado dimim. Fui lá, e o dotô só me deu o de sempre…. Analgésico, antinflamatório e o remedinho pro strongo, via soro. Por causa do analgésico, dormi na poltroninha por uma hora e meia. Recobrada a consciência, quatro da manhã, volto pra casa pra só acordar meio dia. Mas achei meio enganação toda esse socorro. Na verdade, foi só eu pegar meu carro pra dor voltar. O dotô da emergência te dá aquele analgésico que te dá sono só pra te dar um calaboca num me enche o saco. O que ocorre agora é que eu ainda tenho dores, não consigo marcar uma consulta no gastro pra semana, só pro próximo mês. E aquela consulta e endoscopia que fiz em abril e não busquei até hoje não deve estar válida, e vou ter que fazer tudo de novo. E o estresse vai começar de novo amanhã. Ou seja. Prazer em conhecê-los, este talvez seja minha última postagem em vida… Mas vamos todos morrer… E ninguém lê isto aqui mesmo…
(*) The Move – Blackberry way
I wanted to show how independent i’d grown now But that’s not me (*)
13 out 2011 Deixe um comentário
em In My Life
Minha capacidade de pensar besteiras. às vezes me surpreende muito. Muita sorte que eu tenha preguiça, e me falte coragem de escrever tudo o que me passa por aqui às vezes. Estou numa fase meio Loser Pride por causa de uns lances aí em minha vida, eu preciso me reconfortar um pouco sentindo pena de mim mesmo e minando o pouco da auto-estima. Talvez daí minha vontade de contar as coisas aqui, porque não tenho onde mais contar. Também, não arrumei nenum dotô de cabeça por aqui, desde que deixei o Ridijanero, e isso vão lá três anos.
Estou tentando meio que abstrair as coisas que acontecem lá na firrma, e que eu pressinto que pode dar uma grande m…. pra mim, mas aos poucos vou aprendendo a me armar e me defender destas coisas, sorte que tenho meu chefinho lá do México do meu lado.
Nesta semana tenho a casa só pra mim. Meus pais viajaram. Como é ótimo isso, sensação de isolamento. Tudo o que eu preciso, só eu e meu cão e minhas idéias mirabolantes. E meu irmão que às vezes aparece por aqui. Mas tem alguma coisa errada nisso tudo. Eu vivo aqui num quarto meio improvisado, anexo à sala que deveria ser um tipo de escritório. E meu irmão supostamente tem o quarto dormitório maior, isolado, com armário embutidos e tudo mais. E ele nem tá mais morando aqui extra-oficialmente. Acho que como irmão mais velho, por questão de respeito e consideração e merecimento e tudo mais, não faz muito sentido eu continuar aqui. Na verdade, só aceitei ficar nesta situação porque quando voltei do Rio, achei que não ia ficar por muito tempo aqui, que seria provisório, por uma série de questões e situações que eu vislumbrava na época. Mas acontece que a vida te prega peças, deu tudo errado, e eu continuo aqui neste quartinho improvisado separado da TV da sala por uma tábua corrediça horrenda, sem direito a ter privacidade ou trancar o espaço, sem isolamento acústico com o barulho residual que me impede de trabalhar de casa em Home Office ou mesmo escutar minhas músicas de madrugada sem que minha mãe reclame do volume, me obrigando a usar constantemente fones de ouvido ou desistindo de tudo. Pior é quando vem visitas, e eu não tenho a privacidade de sair daqui sem ser percebido. E tem as grades, e as redes deste apartamento. Não tinha antes. Instalaram teoricamente por causa do cão, mas acho que no fundo mesmo, foi pra evitar tentações de minha parte. Por que eu tenho certeza que todos acham que eu seria capaz de me jogar daqui de cima. Ou de jogar alguém. E cada dia que passa tenho certeza que foi por isso. Depois eu conto o que aconteceu outro dia, quando eu viajei pra espairecer, como sempre fiz quando morava sozinho sem aporrinhação, o celular deu tilt (obrigado Vivo, sempre me ajudando nestas horas), e minha mãe estava quase saindo pra ir no IML me procurar. O que me obriga a sempre inventar alguma coisa. Vou viajar pro RJ e vou ficar uma semana, vou pra trabalhar na cidade das Hortas e não volto até o fim do mês. Não é a melhor coisa a se fazer com sua família, mas evita a fadiga.
Sem contar a cara que as pessoas fazem quando digo que moro com os pais. Ainda mais quando eu digo que ainda uso cama de solteiro, afinal aqui não tem espaço mesmo. O que, 34 anos e na casa dos pais? Que loser total! É, as pessoas gostam de julgar, o que me faz mentir nas entrevistas de emprego quanto à este aspecto. Mas sinceramente, não me sinto o fracasso por isso, muito pelo contrário, uma vez que economicamente me é extremamente vantajoso e tenho toda a liberdade que eu tinha vivendo sozinho. O único incoveniente é quanto à geladeira. Sempre cheio de frutas, verduras, não cabem minhas cervejas, e eu tenho que deixar num compartimento especial no meu guarda-roupa e gelá-las somente na véspera do consumo. Até penso em colocar um figobar aqui pras minhas preciosas garrafas e latinhas (eu sou muito enjoado quanto à cerveja, disfarçando o alcoolismo como um hobby sofisticado, heheheh!).
(*) Beach Boys – 1966. Um adendo. Vocês estão vendo como Brian Wilson é importante na minha vida? Daqui a pouco tenho um post dedicado a cada canção de Pet Sounds.
I’ve been trying hard to find the people That I won’t leave behind (*)
11 out 2011 Deixe um comentário
em A Day In The Life, In My Life
Que estranho toda esta vontade de escrever. Escrever em blogs é algo tão, tão… 2007. De repente me deu esta vontade, que não me acometia há meses, senão semestres. Não sei. Sempre que tenho esta sensação que devo escrever, alguma coisa não está legal na minha vida.. Ou trabalho, ou no meu estado psiquiátrico, ou seja, nos vetores fundamentais de minha vida anteriormente citados e não explicados, uma vez que eu penso minha vida analiticamente usando álgebra vetorial, e que frase mais nerd, me façam parar, não consigo parar de tergiversar! Véspera de feriado e eu estou enrolando trabalhando aqui nos cafundós da Vila Alfa, esperando o trânsito baixar (talvez no meio da madrugada dê pra eu ir embora).
Estive em Belo Horizonte no fim de semana. Grandes emoções. Pois é, emocionante a sensação de contrabandear queijinhos, estes que só podem ser vendidos em Minas. Inclusive minha mamis me fez levar até sacolinha térmica. Mas o melhor de tudo na viagem é ter trabalhado de madrugada todos os dias, tendo que voltar pro hotel andando pela Afonso Pena às 4 horas, já que táxi não havia. E que os mineiros têm sotaque muito maneiro.
Eu adoro sotaques. Adoro e também detesto. Detesto sotaque de paulista (incluindo o meu, já percebi que anasalo as palavras como cinquennnnnta, num inteinnnnndo, intããããão. Sem contar dos truta da periferia, tá ligado? O bagúio é lôco, mêo), e de cariocas (por motivosh óbviosh, sutaque maishi enjuado). Devo admitir também que não gosto muito de sotaque gaúcho. Bom, acho que entrei em contradição, uma vez que eu detesto sotaques. Mas existem alguns que eu adoro. Do norte, de Belém (aquele meio lusitano, tu viste, ééégua!!), francófono (sotaque afetado cheio dos erres e ê circunflexos, mas bunitinho), do nordeste (to ficando experiente em diferenciar de qual estado é cada um. Na verdade só sei diferenciar quando alguém é da Bahia, da Paraíba ou de Pernambuco, como meu melhor amigo do trabalho tabacudo da peia que me ensina gíria recifences diárias).E o sotaque mineiro, parecido com o do interiorrrrr, só que mais carregado. Como o da mocinha de quem comprei meus queijim no mercado central de BH. Achei até que ela tava forçando, achei muito engraçado e até ri. Ela não entendeu o por quê, mas deve ter me achado maluco. “Ói seu trôôco, moço”. Só respondi.. “Brigado, sô!”.
* Brian WIlson (1966)
I´d like to leave the world behind and try to start anew (*)
04 out 2011 2 Comentários
Não acredito que acabei de perder uma postagem inteirinha. Foi tão difícil escrever. Estava escolhendo o título, e como estou no micro novo, não setei ainda as configuraçãos de auto-salvamento.
Mas vou tentar continuar. Vamos ver no que vai dar. Está tão difícil escrever por aqui. Talvez um pouco pela falta de vontade, falta de coragem, preguiça. Mas uma coisa eu notei. Quando fico muito tempo sem escrever, parece que minha escrita e meu fluxo de idéias enferrujam. EU sempre acho que tenho muitas coisas para escrever, e no final, acabo escrevendo sobre nada, o que também não é tão ruim. Assim eu justifico o nome deste Weblog.
* Strawbs – 1967
Sometimes good guys don´t wear white (*)
03 out 2011 Deixe um comentário
Então, não publico nada desde maio. Nem percebi que não atualizava isto aqui há tanto tempo. Na verdade, pensei muito antes de não deletar este espaço. Afinal, não sei se tenho ânimo pra estar aqui. Ou mesmo ânimo pra qualquer outra coisa. Estranho que antigamente eu gostava de escrever. Achava que não tinha leitores, escrevia basicamente para mim mesmo e meu amigo imaginário. Estranho quando descobrimos que tem pessoas que perdem algum tempo de suas vidas lendo minhas besteiras e lamentações. Me dá uma certa vergonha de mim.
Sinto às vezes que minha capacidade de escrever está se deteriorando. Cada frase que eu escrevo releio, deleto e reescrevo pelo menos três vezes. Além de que acho que minha capacidade de digitação está piorando, pois cada vez mais estou achando que tenho dislexia pra teclar, vivo trocando letras e sílabas de lugar. O que acontece? Tô ficando velho mesmo.
As coisas também não estão lá estas coisas. No meu mundo vetorial particular, nada está equilibrado, ou estão equilibrado no sentido negativo. Estou tentando mudar isso, pelo menos estou tentando concentrar minhas energias nisso.
Estou mudando o layout daqui também, quem sabe me animo e não enjôo. O antigo estava lá há mais de dois anos. Mas neste mundo de Google Reader ou RSS agragator que é que liga em layout mesmo?
* The Standells – 1966
