Inside outside leave me alone (*)
29 mar 2012 Deixe um comentário
em Daily Planet, Do you want to know a secret
Tem coisas que eu penso e não consigo falar para os outros. Nem mesmo postar no Tuíster ou no CaraLivro. Porque as pessoas reais podem ver que eu sou uma pessoa muito mas muito da ruim. Mas….. é pra isso que eu ainda tenho isto aqui. Seguem meus insights cheios de preconceitos.
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Estive num casamento em dezembro. E notei uma coisa. Os casamentos hoje em dia são uma coisa brega. Mas muito brega mesmo. Haja coragem. Você basicamente paga um mico na frente de todos os seus amigos e familiares, todos vão reclamar da comida de alguma forma, as mulheres irão criticar a roupa das outras e os homens vão reclamar da falta de bebida. Sem contar a parte de “festa” com as mesmas brincadeirinha e coisinhas compradas na vinticincodimarço e a mesma bandinha brega tocando as mesmas músicas de karaokê. Bom, tem gente que goste, mas é só uma observação.
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Não tem coisa mais boçal que sair “na balada”. Não que eu não seja um boçal também e não vá pra estes lugares, mas é uma coisa meio sem lógica. Normalmente tem pouca luz, ou uma luz estroboscópica que pode te causar convulsões, bebidas superfaturadas, gente bêbada, pessoas fúteis e o som tão alto que não permite a simples comunicação ou conversação com seus amigos. Acho que eu vou somente para manter o mínimo de contato social com alguns amigos, mas acho que já estou ficando velho pra estas coisas.
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Eu sinto raiva do gosto musical das pessoas. Sim, é uma coisa muito pessoal, mas acho que o estilo musical que você gosta é determinante para minha classificação mental entre indivíduo minimamente suportável e completo e desprezível imbecil. Pessoas que tem som automotivo potente ou celular com autofalante estridente são sempre as que gostam de funk, sertanejo ou Michel Teló. Exibicionismo puro e estúpido do seu gosto musical ruim e limitação intelectual. É o mesmo tipo de gente que diz que vai pra micareta, pra facu, e posta tudo no feice.
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No mundo online, existem duas categorias de gente que eu detesto. Pessoas no Facebook e comentadores de notícias. Pois é. É só deixar as pessoas exprimirem suas opiniões, e vemos o lixo de humanidade em que vivemos. Todos são donos da verdade, moralmente superiores, mais inteligentes, mais cultos, melhores, etc.. Vide eu mesmo com esta postagem.
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Acho que é por isso que não tenho amigos.
(*) 5:25 – The Who 1973
Sometimes good guys don´t wear white (*)
03 out 2011 Deixe um comentário
Então, não publico nada desde maio. Nem percebi que não atualizava isto aqui há tanto tempo. Na verdade, pensei muito antes de não deletar este espaço. Afinal, não sei se tenho ânimo pra estar aqui. Ou mesmo ânimo pra qualquer outra coisa. Estranho que antigamente eu gostava de escrever. Achava que não tinha leitores, escrevia basicamente para mim mesmo e meu amigo imaginário. Estranho quando descobrimos que tem pessoas que perdem algum tempo de suas vidas lendo minhas besteiras e lamentações. Me dá uma certa vergonha de mim.
Sinto às vezes que minha capacidade de escrever está se deteriorando. Cada frase que eu escrevo releio, deleto e reescrevo pelo menos três vezes. Além de que acho que minha capacidade de digitação está piorando, pois cada vez mais estou achando que tenho dislexia pra teclar, vivo trocando letras e sílabas de lugar. O que acontece? Tô ficando velho mesmo.
As coisas também não estão lá estas coisas. No meu mundo vetorial particular, nada está equilibrado, ou estão equilibrado no sentido negativo. Estou tentando mudar isso, pelo menos estou tentando concentrar minhas energias nisso.
Estou mudando o layout daqui também, quem sabe me animo e não enjôo. O antigo estava lá há mais de dois anos. Mas neste mundo de Google Reader ou RSS agragator que é que liga em layout mesmo?
* The Standells – 1966
You Pay The Price When There´s No Price to Pay (*)
17 mai 2011 Deixe um comentário
Mas a verdade é que não tenho muito o que contar. Nem muita vontade ultimamente.
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Li uma pesquisa outro dia. Não sei a validade ou qualidade científica da mesma, mas ela mostrava que nas redes sociais as pessoas sempre tentam se mostrar alegres, felizes e saltitantes, nunca naqueles dias tenebrosos. Engraçado como no meu caso é o inverso. Eu acho que só escrevo alguma coisa por aqui, ou em qualquer outra rede social da moda nos meus piores dias. Em geral, creio eu, acho que as pessoas me acham um porre, que reclamo de tudo, sobretudo da vida. Mas eu não sou sempre assim. Pelo menos em, sei lá, 30% do tempo. Eu sei que tenho problemas de autoestima. Eu sei que não deveria ficar tão depressivo na maioria das vezes. Talvez seja o efeito de ficar numa posição de zona de conforto. Sim, estar pra baixo seria uma posição de conforto. Ficar alegre, pensar positivamente, abstrair as coisas ruins consome energia e cansa muito. É uma questão de física, Newton não me deixa mentir. Questão de inércia.
Mas eu preciso parar com isso. Acho que já estou assustando muito as pessoas.
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Trabalhando muito ultimamente. Mais do que eu desejava, mas fazer o que? Pelo menos tenho tido a oportunidade de viajar um pouco. Mas viagem a trabalho é aquele negócio chato, nunca dá pra aproveitar. E no final das contas eu acabo sentindo falta da minha caminha. E ultimamente o que tenho mais gostado na vida é dormir.
Retocai o céu de anil, bandeirolas no cordão, grande festa em toda nação (*)
30 jun 2010 Deixe um comentário
em Daily Planet
Desde o final de maio eu já comecei a frequentar as festas juninas. Aqui em São Paulo, ao contrário do nordeste, onde a festa é mais profissional e comercial, as comemorações são mais modestas e mais familiares. Normalmente acontece nas igrejas dos bairros com o intuito de arrecadar algum dinheiro para as obras, e as barraquinhas de comidas e brincadeiras são tocadas por voluntários do bairro, nada muito profissional.
Mas o que mais me atrai nestas festinhas obviamente é a comida que só se come em junho, normalmente a preços módicos. Mas notei uma diferença nas festas daqui para as do resto país. Aqui se sente mais a influência multicultural da imigração nos quitutes das barracas. Assim como nos outros lugares, aqui temos o pinhão, milho cozido, a canjica, a pamonha, o curau e tudo que é de milho. Sem contar o vinho quente e o quentão obigatórios nestes dias gelados. Posso comparar por exemplo com a festa junina que fui no Rio há dois anos. Lá era comum os churrasquinhos de salsichão, pizza em cone, sanduíche de carne louca. Aqui temos muita influência dos imigrantes nas comidinhas juninas, como as barraquinhas portuguesas de bolinho de bacalhau, caldo verde e caldo de abóbora. Ou a dos Palmeirenses Porcos Italianos, com pizza, fogazza, polenta frita. Até barracas japonesas encontrei, vendendo pastel de feira (pastel de feira do japonês é um pleonasmo), até com o recheio de broto de bambú. Silvio Santos adoraria a rima. Bom, pra ser mais típica sí faltou aquelas barraquinhas que vendem yakissoba e tempurá, que eu não duvido que exista em outras paróquias.
Outra constatação é a influência regional pra comer o milho. Acho que é moda de paulista debulhar o milho cozido em pratinhos de plástico para comer de colherzinha. Só aqui eu vi isso. Paulista é muito fresco mesmo. Aliás, acho que é por isso que a KFC não consegue fazer sucesso por aqui, afinal, o frango frito você tem de comer com as mãos.
Bom, como o frio continua por aqui (mais moderado ultimamente), as festas e quermesses nas paróquias continuam por mais algumas semanas (as infames festas julinas). Terei tempo de me esbaldar mais um pouco.
(*)Tom Zé – Parque Industrial – 1968
Keep on Running, Keep on Hiding (*)
09 abr 2010 Deixe um comentário
em Daily Planet, In My Life, Our aspirations are wrapped up in books
Tenho que trabalhar em minha dissertação, e muito, mas o ritmo está bem mais lento do que deveria, visto que preciso entregá-la até a última semana do mês pois minha orientadora se muda para França no mês que vem. E eu acho que seria muita humilhação ser jubilado de um mestrado.
Estou tendo problemas direto em meu trabalho, e a dedicação que eu deveria dar à meus estudos às vezes acaba ficando em segundo ou terceiro plano, o que não deveria acontecer visto aos meus prazos apertado. Algumas vezes penso em desistir deste trabalho que eu já nem suporto tanto, pra ficar focado 100% na dissertação, mas estou tentando levar.
A minha vida está em suspensão. Enquanto eu não finalizar o mestrado este mês, eu não posso continuar outros planos. E é isto que me motiva. Acabando com este pesadelo tenho planos de ler muitos livros e gibis da Turma da Mônica, ver todos os filmes que eu tenho deixado de ir, visitar as exposições legais que têm tido por aqui, organizar minha discografia, dar continuidade aos meus pequenos planos mirabolantes, escrever mais por aqui, fazer um check up, perder peso, fazer exercícios físicos, andar de bicicleta, ir ao dentista, viajar… Ou seja, viver.. Desejem-me sorte!
(*) Spencer Davies Group – 1965

Watch out where the huskies go, and don’t you eat that yellow snow (*)
24 fev 2010 Deixe um comentário
Estou com fome, pensando em comido, e me veio à cabeça algumas coisas me deixam tenso. Como:
- Cone de pizza! Ou pizza em cone. Ou Temaki de pizza. Já comi, gostei, mas eu acho muito muito errado.
- Cream Cheese no sushi. Não sei se é coisa de brasileiro ou de americano, mas misturar cream cheese no sushi não dá. Acho que minha vovozinha se revira no túmulo quando como uma coisa dessas.
- Queijo Cheddar. OK, eu gosto de queijo Cheddar, mas aquele inglês, duro, que tem gosto de queijo prato. Não sei quem inventou por aqui no Brasil que Cheddar tem que ser amarelão e pastoso, e pior, com gosto de maizena. Acho que foi o McDonals, quando trouxe o Cheddar McMelt. Era pra ser o Cheddar inglês derretido, mas inventaram aquela pasta amarela e deram o nome de Cheddar. Daí pra tentarem imitar com resultados desastrosos foi um passo.
- Coca Cola Light Plus. Não entendi. Fizeram ela perder mercado pra Coca Zero, aí mudaram a embalagem, diminuiram o conteúdo em 12% e cobraram mais caro. E o pior de tudo, comprei uma latinha ontem. Às vezes eu não me entendo.
- Novos sabores de Aquafresh. Pior, na embalagem diz: “Suco de limão e maçã com aroma de uva”. Parece o suco vendido pelo Chaves. Suco de tangerina, que parece de limão e tem gosto de tamarindo.
- Maçã, palitinho de cenoura e água de côco no menu do McDonalds. Meio hipócrita, não?
- Esfihas de Queijo. Sejá que existe em outro lugar do mundo?
- Churrasquinho grego. Como é que ele tem um cheiro tão bom? Muita vontade de comer um, mas me falta coragem. Isso porque já sou muito trash em se tratando de street food.
- Catchup ou mostarda na pizza. A menos que a pizza seja de Hot-Dog ou de Strogonoff (Eu já vi no Rio e no RS. Aqui em SP a pizzaria seria apedrejada), é uma coisa inadmissível.
- Steak de Frango. Eu vi na caixa – “Carne de aves reprocessadas”. Fiquei com medo. Que aves?
- Konhaku (Eu acho que é assim que se escreve). Para quem não é muito familiar com a cozinha nipônica, ela é uma gelatina salgada, feito com um tubérculo. Bem temperado é muito bom. E ele sempre vem em um formato peculiar, como uma daquelas calotas de carro bem estilosas. E eu achava que ela era colhida já neste formato. Juro! Mas num belo dia, estava no sítio de minha ex-sogra (que cozinha muito bem. Saudades…) quando me prontifiquei a ajudar a colher alguns konhakus. Foi quando eu me decepcionei enormemente. No formato bruto, ela nada mais é que uma BATATA!!!! Sim! Uma batata japonesa. Ela fica gelatinosa pois é cozida e processada com alguns ingredientes (incluindo aí soda cáustica!!) e atinge o formato através de uma forma. Meu mundo não foi mais o mesmo.
(*) Frank Zappa – 1974
I’ll pay you back with interest (*)
29 dez 2009 Deixe um comentário
E eu passei por este martírio por quase dois anos. Quando estava no Rio e montei minha própria empresa, nem tinha idéia do que eu ia encontrar. Só sei que ela só me fez muito mal, com o convívio junto a pessoas que eu passei a detestar amargamente. E para sair da sociedade, dado meu estado completo de desespero, eu resolvi não acionar a justiça pra receber minha parte e concordei em devolver aos investidores o que tinha recebido até então. E o que recebi foram o equivalente a oito meses de trabalho. E nada do meu esforço foi levado em consideração, nem pelos meus sócios nem pelo investidores. Isso doeu e me magoou muito, mas eu concordei com a condição de nunca mais ver estas pessoas na vida. E foi um bom dinheiro que eu perdi. Todo o meu patrimônio que tinha guardado ruiu. Também, imagine ter que pagar o equivalente a um Mac Book Pro todos os meses por quase dois anos. Poderia ter feito muitas coisas com esta grana. Já teria comprado um apartamento pelo menos, ou investido. Mas eu não sucumbi a estes revéses, eles não me atrapalharam nos planos. Consegui mesmo assim me autofinanciar uma temporada na França, não deixei de viajar para onde quis.
Mas este foi o último pagamento. Agora vou poder voltar a juntar algum dinheirinho. Essa situação me serviu de lição. Consegui valorizar melhor as amizades reais, e que eu posso correr atrás de qualquer coisa, que tudo só depende de mim. E me ensinou a ter desprezo, sentimento que eu nunca cultivei na vida. Pois é, isso tudo deixa feridas, com cicatrizes permanentes. Isso tudo não me impediu de correr atrás, de conseguir empregos que me rendiam mais do que ganhava na minha empresa, e me proporcionou ter um olhar de fora para as pessoas de quem eu confiava. E a visão não foi das mais bonitas.
Agora novas perspectivas se abrem. Eu sei que agora o dinheiro não é tudo, e posso começar a vislumbrar trabalhar num lugar que eu goste, fazendo coisas que eu goste com pessoas que eu goste. Só me resta descobrir onde e o que.
(*) The Hollies – 1967
Flow on, flow on, river of shit (*)
10 dez 2009 Deixe um comentário
em A Day In The Life, Daily Planet
Esta última terça feira foi aniversário de minha mãe. Já planejávamos o jantar em algum lugar legal desde a última semana. Mas morar em São Paulo é sempre uma loucura. Aos poucos vou me relembrando e reacostumando com as bizarrices desta cidade cinza. Lembro-me de uma vez, tive de ligar pra empresa em que trabalhava, tentando explicar que iria atrasar pois o trânsito estava parado porque caiu um helicóptero na marginal.
Levei apenas 15 minutos pra chegar no trabalho. As ruas vazias, depois de uma noite inteira de temporal. Mal sabia que estava vazia porque ninguém conseguia chegar nas avenidas centrais pois todos estavam ilhados nas marginais transbordadas. Achei muito estranho ouvir no rádio os locutores dizendo para ninguém sair de casa, que a cidade estava parada, e não havia nenhuma solução para o trânsito para as próximas horas. Achava que isto só acontecia naquelas cidades que tinham tempestades de neves, quando as escolas e os estabelecimentos comerciais fecham por segurança. Sampa me parece a cada dia uma cidade inviável.
Por conta disso, e por meus pais morarem na outra margem da marginal Tietê, minha mãe resolveu cancelar tudo. Inutilmente, diga-se, pois à noite o trânsito estava melhor ainda, pois ninguém se arriscou sair à noite com o risco de ter que ser resgatado de bote.
(*) The Fugs – Wide, wide river – 1966
Don’t Let The Sun Catch you Crying (*)
07 nov 2009 2 Comentários
em A Day In The Life, Daily Planet, In My Life
Nos últimos dias têm feito um calor infernal em São Paulo, todos os dias, todas as noites, dando a impressão que não temos mais as estações intermediárias, só inverno ou verão. Ou seja, o chuveiro sempre esteve certo.
E neste clima que me causa certo mal estar que parece que tenho vivido dentro de um filme (ou seriado) ao qual assisti há algum tempo. Nele, um rapaz que se recusa a dar esmola a uma cigana recebe uma maldição. Eu sinto que estou vivendo a mesma maldição. Que faz com que todos com que ele cruze o odeiem. Não consigo explicar isso. Talvez já acontecesse isso e eu não percebesse. Mas não consigo mesmo explicar, seja no trabalho pessoas gritando e reclamando comigo de coisas das quais não posso ter nenhum controle ou culpa. Ou gente que mal conheço me xingando gratuitamente, sem eu saber o motivo e sem eu receber nenhuma explicação. Isso me afeta a ponto de eu voltar a me questionar, que, se eu sumir, vão sentir minha falta? Será que vou virar igual àquela velhinha cujo cadáver somente descobriram cinco anos após a morte, em seu próprio apartamento, e que ninguém reparou que tinha morrido?
(*) Gary And The Pacemakers
Each and every day (*)
05 jul 2009 Deixe um comentário
em Daily Planet, In My Life, Paris s'veille
Estes dias mesmo revi o filme Paris, Je t´aime, pelo Youtube mesmo. Assisti há uns dois anos, e naquela época já planejava minha viagem para França, acho que o filme acabou colaborando para a decisão, uma vez que me deixou mais encantado pela cidade. Revendo o filme, pude ver que os capítulos de cada autor é intitulado pelo nome de um bairro ou uma região da cidade. Estou achando delicioso rever em filme o cenário que vejo quase todos os dias aqui, mesmo sem ter conhecido todos os cantos da cidade ainda. Algumas particularidades que tinha reparado no filme, como a multipliciodade étinica e a presença estrangeira em alguns bairros, como a comunidade africana que existe aqui na região de Belleville e aparece muito bem numa história que se passa na Place de Fêtes, são muito fiéis ao que eu vejo diariamente. Ou mesmo a enorme comunidade árabe, principalmente do norte da África, e seus hábitos, como as meninas andarem com lenços na cabeça cobrindo os cabelos. Mas pelo Youtube eu pude rever uma história que ao mesmo tempo me emocionou e me fez me identificar com a personagem, que passa algumas semanas de férias solitárias tentando aprimorar seu francês básico. E a história se passa no 14eme. arrondissement. Inclusive uma das primeiras cenas é da saída da estação Pernety, do ponto de vista do bar que passei vendo shows na Fête de la musique, do cemitério de Pére Lechaise que fica na minha vizinhança, ou o terraço do Montaparnasse.
(*) Manfred Mann
