Faith in Something Bigger Inside Yourself(*)

Eu não fui catequisado. Não fiz primeira comunhão nem fui crismado, como minhas irmãs. Quando tinha oito, nove anos, cheguei a frequentar as aulinhas de catecismo, numa Igreja perto de casa. Dei uma procurada no Grande Oráculo, e acabei achando um site da dita cuja. Freqüentei apenas duas aulas, nos domingos de manhã. Depois desisti por completo. Desde muito cedo eu não vi muito sentido naquilo. E engraçado, que meus pais nem se opuseram. Talvez já tivessem certeza que eu era uma alma perdida mesmo. Acho que meu pai até sentiu uma ponta de orgulho, ele que sempre foi pagão porque não deixaram ele ser batizado. Mas para evitar polêmicas, nunca discutimos muito em família sobre religião ou fé. Até porque nem sei se fé tem que estar ligada com religião.

Mais estranho ainda é que, mesmo a igreja estando tão pertinho de casa, nunca mais passei em frente. Coisas da vida.

Bom, nesta postagem não quis dizer nada mesmo. Só me preocupo se um deus realmente existir e este deus for católico, eu estou ferrado.

(*) The Who

Take a Picture So I can Remember

 

Em momento de bloqueio mental total. Não sei se vou ocnseguir terminar. Tentando não entrar em desespero.

O que me resta são estas cançãozinhas que me acalmam…

Soundtrack of My Life – Fairport Convention

Nossa, faz mais de um ano que eu não escrevo nada sobre este tema. Aliás, só escrevi uma postagem sobre isso, depois fui adiando, postergando, até que há alguns dias, ouvias estes discos do Fairport Convention – Fairport Convention (1968) e What We Did In Our Holidays (1969) – que me trouxeram tantas lembranças e nostalgia que resolvi escrever sobre isso.

E por que estes discos são tão especiais? Porque fizeram parte de uma época muito especial de minha vida. E estas músicas me remetem a quinze anos atrás. Em plena adolescência, com dezessete anos, era esta mesma época do ano, entre o final de um e começo de outro. Lembro que não comprei estes CDs, mas pedi na loja que me gravassem em fita cassete. Isso era possível numa época em que eu não tinha dinheiro pra nada, os discos importados eram relativamente caros por conta do dólar valorizado e em que nem sonhávamos que um dia seria possível baixar músicas pelo computador. Por uma pequena taxa, tipo um quarto do preço do CD, o vendedor me gravava em fita. Isso só era possível na Galeria do Rock, na 24 de maio, porque normalmente o vendedor era também o dono da loja e também ele conhecia todos os títulos que vendia. E com um único disco, ele podia fazer mais dinheiro que a venda do CD propriamente dito.

Eu somente tinha lido alguma coisa sobre o Fairport Convention em um Mega Guia de CDs da Bizz, que tinha algumas centenas de páginas e tentava listar e comentar os principais CDs á venda no mundo. As informações sobre rock na minha adolescência sempre foram difícieis de se conseguir. Só através de revistas velhas que comprava em sebo, ou conversando com os donos das lojas de discos, verdadeiros dinossauros não extintos. E estes discos, os dois primeiros, atiçaram minha curiosidade, pois a banda sempre foi apontada como o principal nome do folk-rock britânico. Sendo eu fã dos Byrds, qualquer coisa que tivesse referência folk me atraía.

E estes discos foram daquelas descobertas que te fazem ouvir o mesmo disco várias vezes seguidas. Foi como uma epifania. Eles eram perfeitos, vocais harmônicos masculino/feminino, ótimo guitarrista (Richard Thompson foi escolhido há alguns anos pela revista Mojo o melhor da Inglaterra), ótimas contoras (no primeiro disco a voz é de Judy Dyble, que eu soube depois que virara bibliotecária depois de deixar a música, e a partir do segundo, Sandy Denny, da qual virei fã não somente pela voz, mas pelas composições e que eu acho que morreu nos anos 70 depois que caiu de uma cadeira e bateu a cabeça). A partir destes discos eu descobri outros compositores como a própria Sandy Denny, Joni Mitchell, Tim Buckley.

Além disso, a época em que fiz esta descoberta foi uma das mais importantes de minha vida, por assim dizer. Estava prestando o vestibular. Ou seja, terminava o terceiro colegial e não sabia o que o futuro me reservava. Época totalmente incerta, a insegurança de não saber o que iria fazer nos próximos meses se não passasse em nenhum vestibular, se teria de fazer cursinho ou iria pro mercado de trabalho. Mas de certa forma a música me ajudou a não pensar muito nestas coisas, e me lembro que nem estudar eu me preocupei, pois já tinha tido todo o ano pra isso. Então nestes dias de verão em que sempre chovia torrencialmente pela tarde, eu me lembro que minha preocupação era apenas acordar descansado, fazer as provas do vestibular e curtir depois as músicas. Lembro também que pra todo o lugar eu carregava na minha mochila um Walkman e dezenas de fitas cassetes, que ouvia a caminho das provas. E essa falta de preocupação creio que me ajudou a passar nos três vestibulares que disputei. (Inclusive na minha primeira opção da Fuvest, que eu preenchi apenas pra cumprir tabela, já que imaginava que nunca iria passar e que a terceira opção já estaria ótima se passasse). Way back to 1995!!

Seguem abaixo algumas coisas boas destes discos que eu achei no Youtube.

Raríssimo vídeo de 1967 – Primeira música do primeiro disco

As 3 primeiras músicas. Inclui um cover muito bom da Joni Mitchell – I Don´t Know Where I Stand.

Chelsea Morning – Cover da Joni Mitchell, eu acho mais legal que o original.

Meet on the ledge – Uma das múscas mais conhecidas da banda, que é do segundo disco.

Esta última é uma curiosidade. Não está em nenhum disco oficial, mas é da banda fazendo uma cover do Tim Buckley, em 1968!

PS: Se alguém procurar por meu nome completo no Google ou em qualquer instrumento de busca, vai achar algumas tablaturas de minha autoria. Entre elas uma canção do primeiro disco do Fairport Convention. É que nos primórdios da Internet, por volta de 1996, eu acessava uma newsgroup em Usenet chamada OLGA (On Line Guitar Archives), em que os usuários colaboravam postando cifras e tablaturas para violão. Eu acho que o OLGA foi extinto, mas na era da www alguns sites se apossaram da base de dados dela. Ainda bem que nenhum dos emails que eu postava ainda é válido.

It Was a Very good years, when i was seventeen

Ano que passou foi um ano, sei lá, meio bipolar, mas com certeza foi um ano melhor que o anterior. Foi um ano que pude aprender coisas novas, viajar, viver um grande amor em todos os ciclos, com início, meio e final. Foi um ano que resolvi pendências, mas deixei outras (a maldita dissertação), profissionalmente pude fazer tudo o que planejei, de conseguir um emprego melhor remunerado e melhor para meu currículo, mas que não me trouxe realizações ou satisfação, mas pelo menos traz alguma estabilidade para eu pensar nos meus planos de dominação mundial para ainda este ano.

Meu ano pode ser resumido como uma curva cosenóide, começando em alta, terminando no ponto mais baixo (já disse que eu acho que fui um matemático soviético em outra vida?). Mas a coisa boa é que a tendência agora é que a curva cresça até o ponto mais alto.

Bom, desculpe a postagem hermética. Acho que posso resumir meu ano em música. Segue a playslist 2009!!! (Ah, descobri um widget que dá pra publicar no wordpress, vou fazer listinhas agopra sempre!!).

Update: Fail total.  O wordpress free não deixa embedar flash além de videos do Youtúbio! Mas pra quem se interessou, taí o link pra Play List.. Enjoy! =)

http://mindlesslogs.tumblr.com/post/318596684/play-list-2009

Action Brings Good Fortune (*)

Acho que isto merece um pequeno registro. Este meu pequeno espaço virtual comemora hoje seus três anos de existência. É um tempo pequeno, mas vejo que muita coisa aconteceu neste período da minha vida, creio que até mais que por exemplo nos três anos anteriores ao Weblog. E como tudo está sendo rápido e avassalador, que nem tinha me dado conta que foram apenas três anos.

Posso fazer algumas análises comparativas, considerando os anos pré-blog (AB) e pós (DB).

Nos três anos AB anteriores eu estive em um único emprego. Nos três  DB eu saí do emprego anterior e tive mais quatro, incluindo aí alguns meses de sabático, um mês de desemprego efetivo e a experiência única de ser demitido. Mas em minha defesa posso dizer que neste emprego que fui demitido, eu tinha aceitado ganhar menos que no emprego anterior. Até foi bom, pois pude ganhar mais nos últimos dois.

Nos três anos AB eu morei somente em uma casa, com meus pais e irmãos. Nos anos DB eu mudei de cidade, morei em três endereços distintos na cidade maravilhosa, voltei à casa de meus pais e estamos em processo (sempre contínuo) de mudança para um apartamento, há pelo menos um ano. E neste período minhas duas irmãs casaram, e eu tive a oportunidade de ir estudar na França.

Nos três anos AB eu tive sempre meus três cachorros Black, Max e Yuri que viviam em harmonia canina, e davam trabalho só quando Yuri estava no cio e tínhamos que isolá-la do mundo. Nos anos DB surgiram Biscoito e Paçoca, que foi levado pro sítio de meu pai, mas Black e Yuri morreram, somente o pequeno Biscoito poderá nos acompanhar na mudança prum apartamento, e Max terá que se adaptar à vida no campo junto de Paçoca.

Sem contar que nos anos AB eu fiz mais uma pós-graduação e um mestrado, consegui superar momentos muito ruins de falta de auto-estima e uma certa depressão  patologicamente comprovada, conheci pessoas, poucas é verdade, mas muito especiais pra mim através do blog, aprendi a falar francês (ainda estou aprendendo, mas nem imaginava no começo do ano falar e entender o que consigo agora), com certeza fiz mais amizades sinceras e duradouras neste período. Estranho que todo este amadurecimento tenha acontecido no mesmo período que tenho um blog. Nào quero teorizar muito, mas talvez ele ajude nos processos de mudança, na auto análise dos acontecimetos da vida, nas lembranças de outros tempos que queremos eternizar de alguma forma. Eu acho que ter um diarinho me ajudou a superar alguns bloqueios, talvez tenha me ajudado em alguns processos quando eu consultava a dotôra (aliás, parei porque mudei de volta pra sampa, mas eu constantemene me questiono se deveria voltar a fazer por aqui), ele de alguma forma ajuda no auto conhecimento. Percebo isto lendo postagens antigas e relembrando o que aconteceu, o que eu senti, e o que tudo isso se transformou.

E pensar que tudo se iniciou num dia quante de pré-verão, cheio de tédio, e que eu queria iniciar um projeto conceito revolucionário de contar meus dias através de posts que levasssem nos seus títulos somente música dos Beatles. Pois é, os títulos continuam sendo trechos de qualquer música (pois mesmo sendo so Beatles, é difícil achar trechos de músicas que se encaixem em todas as situações), mudei o título do blog uma vez (antes de ser uma música do Bob Dylan, eu chamei isto aqui de Qualquer Bobagem, uma música dos Mutantes. Mas no meu conceito, não deveria ser música dos Beatles? Sim, mas não consegui pensar em nenhuma que se encaixasse, daí eliminei a regra), mudei de servidor uma vez, só não mudei uma coisa. Com excessão (ARGH! Que coisa feia. Publicar sem revisar. Ainda bem que ninguém visita isto aqui!)  exceção de uma pessoa muitíssimo especial, ninguém que eu conheço no mundo físico sabe da existência disto aqui. E assim eu quero que continue.

Joyeux anniversaire, bloguinho….

(*) Pink Floyd – 1967

It happens every day.

Pois tenhos postado muitos videos, hein? Eu mesmo particularmente não gosto muito de postagens com videos em streaming. Mas.. isso aqui é meu mesmo, e sendo que ninguém me lê posso fazer o que quiser…

E essa agora de falar sozinho nos meus posts… Me lembro da época que falava sozinho no twitter, era tão bom não ter seguidores (só um velho amigo do colégio e faculdade, que me apresentou à novidade na época, isso há mais de dois anos, antes deste hype, me dizendo que era uma ferramenta ótima para compartilhamento de idéias e códigos entre programadores e analistas… Se ele imaginasse a várzea que aquilo ia virar…..). Falava o que pensava na hora, sem nenhuma lógica desencadeada, só coma satisfação de botar pra fora escrevendo em algum lugar… Bom, isso aqui está virando o meu antigo refúgio, já que , repito, só eu mesmo me leio….

Way Back In the 60s (*)

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Ontem eu estava assistindo uma das minhas maiores fontes de cultura geral e diversão, um episódio dos Simpsons, em que Homer e Marge faziam um flashback aos anos 90, quando ainda não eram casados. Bom, tudo bem que a série nasceu nos anos 80, mas considerando que Bart e Lisa sempre mantém a mesma idade, e que o desenho não precisa ter uma lógica temporal, pareceu-me até convincente.

Mas falando do episódio que vi, Homer e Marge moravam no Springfield Place (referencioando o Melrose Place), Homer era fã do Seinfeld e trabalhava naquelas lugares onde se faziam batalhas com pistolas de laser. Homer, que tinha uma Boy Band no estilo N´Sync, é abandonado por Marge, se amargura e funda uma nova banda, de rock pesado e depressivo, e intitula o estilo de Grunge. (Tem até aquela piada óbvia, do primo Marvin de De Volta Para o Futuro: “-Hey, Primo Kurt, aqui quem fala é o seu primo Marvin, Marvin Cobain. Sabe aquele som amargurado e depressivo que você procurava, escuta aqui no telefone.”)

Um episódio bem anos 90. E me dei conta que vivi boa parte de minha vida nesta década. Passei a maior parte da adolecência e início de vida adulta no período. Claro que reconheci as referências, mas uma coisa percebi. Eu reneguei totalmente este tempo. Tudo por conta da minha incessante vontade de ter vivido nos anos 60. Não me identifiquei com nada. Lembro das músicas, mas elas não me marcaram. Lembro das séries, e como detestava todas elas. Tudo porque eu não queria ter vivdo nela. Tudo por uma nostalgia de um tempo em que eu não vivi. Quer dizer, acabei vivendo e ainda vivo em outra época.

(*) The Incredible String Band – 1967

He’s a Dedicated follower of fashion (*)

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Sabe quando eu ainda trabalhava em monitoria na USP, conforme citei em post passado? Pois é, às vezes aparecia alguns malucos por lá. Uma vez, apareceu uma moça, simpática até, e ficou olhando as pessoas. Na verdade, acho que ela estava meio com pressa, porque ela desistiu de escolher e veio logo a mim que estava sentado próximo à porta. Ela se apresentou como representante de uma agência de publicidade e estava estudando as tendências dos jovens. Me perguntou se eu gostava de usar calças jeans (obviamente que disse que sim, pois naquela época era só este tipo de calça que eu TINHA!), e me propôs ir na agência participar de um debate. Bom, anos depois descobri que isso tem nome e é chamado focus group, onde um grupo se reúne para discutir sobre a experiência de um produto ou serviço.

Minha velha amiga de trabalho botou-me uma certa pilha. Disse que já havia participado de algumas, inclusive de CIGARRO, sendo que ela nunca fumou. Ela disse que teve que fingir ser fumante, engolir a tosse e a vontade de vomitar, mas valeu a pena, pois ganhou uma graninha no final.

No horário marcado fui na agência. Foi quando descobri que a Av. Paulista não termina na Consolação. Tem um trechinho que vai até a continuação da Dr. Arnaldo, DEPOIS da Consolação. Me dei conta disso depois de procurar que nem barata tonta o número e ligar pra confirmar se era na Paulista mesmo. Mesmo com o revés, cheguei cedo. Eu, vestido de estudante padrão, jeans-camiseta-tênis. E foi chegando as outras pessoas. Também no mesmo padrão tênis-camiseta-jeans. E chegou  entrevistador. Um cara com sotaque castelhano. Não sei por que mas saquei que era argentino na hora. Talvez pelo sotaque, mas acho que o cabelo à la Batistuta ajudou. Começou a selecionar o pessoal que ia participar. Quando me chamou, me olhou de cima à baixo. E me perguntou… “O que usted acha de la moda? Usted segue la tendênnncia?”

No que em minha inocência, tentando parecer “despojado” disse: “Sabe, não manjo absolutamente nada de moda, compro sempre a roupa em liquidação. Aliás, acho tudo isso uma grande futilidade. Não pago mais que 50 reais numa calça. Acho que cobrar mais que isso um roubo. É tudo a mesma coisa! Uma camiseta, um jeans e já estou igual a 90% da população de minha idade. Pra que preciso pagar mais, pra ficar igual a todo mundo?” Bom. Sou tímido mas sou sincero. hahaha! Só sei que todas as outras pessoas entraram para a sessão, MENOS EU! Me senti muito rejeitado, e com mais raiva da moda ainda! Nunca servi pra recurso pra box1824, definitivamente. Agora, se tivesse entrado na discussão teria eu revolucionado o mercado de calças? Pena que não soube qual a marca que organizou a pesquisa.

Mas no final fiquei feliz mesmo assim. Como prêmio de consolação, recebi um Vale CD, que no mesmo dia a caminho de casa, parei no bom e velho West Plaza e troquei por um CD do Jimi Hendrix. Pra mim, muito mais valioso que uma calça….

(*) Kinks – ’65

Just Wait a Minute, Just Sitting Waiting (*)

Este post é em homenagem a uma amiguinha, depois que me senti sensibilizado com esta postagem que ela fez…

Bom, tudo aconteceu em meados de 2006, quando ainda não morava definitivamente no Rio. Estava na cidade a trabalho, porém já era de praxe ficar durante meses seguidos na cidade, tanto que a empresa alugou um flat em Botafogo, que era minha segunda casa praticamente.

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Estava com um colega de trabalho, passeando pela orla, programa tipicamente de turista, num domingo de sol em que não tínhamos absolutamete nada pra fazer. Saímos de Botafogo a pé, andamos toda orla de Copacabana para apreciar a “Paisagem”, e fomos num rodízio de feijoada. (??????????)

Neste dia conheci o Arpoador, mas sinceramente, achei meio chato aquele lugar, e cheio de gente suspeita.

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Mas continuando, andávamos por Ipanema, próximo ao Posto 9, quando vimos uma multidão. Bem, só poderia ser artista da Grobo, pensei, mas aqui, eles aparecem em qualquer lugar, ainda mais na Zona Sul e na região do Posto 9, que é o mais badalado.

Então concluí que não deveria ser artista Global, já que o carioca tá mais que acostumado em encontrar um na fila do supermercado. Movido pela curiosidade, adentrei a multidão. Quem era?????

Ele!!!!!!!!!!!

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E tinha um cara filmando tudo numa câmera de 8mm, não sei se prum documentário ou videoclipe. Bom, tenho que prestar atenção nos videos dele, vai que eu apareço…

Bom, é só, já fiz a minha maldade da semana.. muahahahahaha!!!!!

(*) Era o que ele cantava ma praia… :-P

And we’ll bring back cheese (*)

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Aqui no Rio tenho jantado a maioria das vezes no Subway. Não sei se ainda existem em sampa, mas aqui tem um 24 horas perto de casa e a preços bem honestos. Ainda mais agora em meu período desmonetarizado. Mas nem sempre fui fã dos sanduíches deles. Quando ainda estavam aberto em sampa, há uns 10 anos, me recusava a ir. Pensava: “Onde já se viu, sanduíche de salame, ainda mais embalado no papel de pão, melhor ir na padoca.” Mas lembro que tudo mudou um dia. Estava no meu segundo ano da faculdade, e todos os anos há uma competição tradicional de integração entre os bixos das engenharias (Lembro que o grito de guerra era “Uh, H.U.!”. O pessoal bebia tanto que não tinha vaga no hospital universitário, e o pessoal era transferido pros outros hospitais da região), e umas das partes mais legais eram as gincanas absurdas. Presenciei muita coisa, como o maior placar de River Raid (Um cara hackeou o cartucho do Atari e colocou o High Score de 999999999), um abridor de latas pra canhotos, a pessoa mais velha viva já formada pela escola (encontraram um senhor que tinha quase 100 anos!), alguém que se formou em quatro anos (e encontraram o monstro!), um ingresso do jogo do Grêmio na final do mundial de 1983 (estava até emoldurado), os vídeos de gente aparecendo na TV com a camiseta da faculdade (um cara teve a manha de aparecer no Aqui e Agora distribuindo sardinhas), e as tarefas mais idiotas como aparecer no “Fala que eu te escuto” e gritar uma frase absurda (Muitos conseguiram),  um extintor roubado do Mackenzie com o M, . E lembro que uma das tarefas era a maior nota fiscal do Subway, já que na época se noticiava que ele iria fechar. E o Centro Acadêmico conseguiu comprar uma quantidade absurda de sanduíches. Tarefa cumprida, fizeram uma cervejada para distribuição. Bom, comida de graça é comigo mesmo. E foi lá que eu comi e me apaixonei pelo sanduíche do Subway. Porém, aquela tinha sido a primeira e última vez que eu provei o sanduíche deles, pois mesmo com essa ajuda, eles acabaram fechando todas as lojas em São Paulo. Pois mais de uma década depois, já morando no Rio, não acreditei quando vi que aqui tinha. Isso foi há apenas alguns meses. Desde então já experimentei quase todas as combinações, vegetarianas e carnívoras. Mas acho que já deu. Tô enjoando disso. Agora é torcer pra abrir um Arby´s por aqui.

(*) The Dukes Of Stratosphear – Bike Ride To The Moon – 1985

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