And you know She is Half Crazy…

…. That´s why you want to be there

Barber John

Essas músicas ficaram no porão por 30 anos.

Ele foi expulso do Love e virou pastor.

O disco foi editado só em 1997, e ele morreu no ano seguinte.

Será que minhas fitas editadas quando tinha 16 anos tocando no violão algumas peças instrumentais serão um dia descobertas? Eu penso em colocá-las no myspace e inventar uma história que era de um músico adolescente que se matou, e as fitas foram encontradas por acaso. Será que cola?

All The Lonely People

E neste fim de semana tivemos o dia dos namorados. Tanto tempo que não comemoro, que me passou em branco. Mas para aproveitar a ocasião, devo dizer que eu sempre me compadeci de músicas tristes e com história de gente solitária. Muita identificação.

All the lonely people, where do they all come from?

There´s love in everywhere but none for you…

She always breaks my heart in two, it happens every time…

Oh Poor Boy, So sorry for himself

Wherever I´ve been gone, the blues run the game.

Second just to be born, second to dying too

Bom, pararei por aqui. Existem muito mais canções que me deprimem e confortam. Minha singela homenagem às pessoas solitárias e felizes…..

Take a Picture So I can Remember

 

Em momento de bloqueio mental total. Não sei se vou ocnseguir terminar. Tentando não entrar em desespero.

O que me resta são estas cançãozinhas que me acalmam…

Les sauvages dansent nus sur la plage

Musiquinha que gruda na cabecinha francófona…
Ah! A banda é americana, mas eles fingem serem franceses.

Les Sans Culottes – Les Sauvages

Soundtrack of My Life – Fairport Convention

Nossa, faz mais de um ano que eu não escrevo nada sobre este tema. Aliás, só escrevi uma postagem sobre isso, depois fui adiando, postergando, até que há alguns dias, ouvias estes discos do Fairport Convention – Fairport Convention (1968) e What We Did In Our Holidays (1969) – que me trouxeram tantas lembranças e nostalgia que resolvi escrever sobre isso.

E por que estes discos são tão especiais? Porque fizeram parte de uma época muito especial de minha vida. E estas músicas me remetem a quinze anos atrás. Em plena adolescência, com dezessete anos, era esta mesma época do ano, entre o final de um e começo de outro. Lembro que não comprei estes CDs, mas pedi na loja que me gravassem em fita cassete. Isso era possível numa época em que eu não tinha dinheiro pra nada, os discos importados eram relativamente caros por conta do dólar valorizado e em que nem sonhávamos que um dia seria possível baixar músicas pelo computador. Por uma pequena taxa, tipo um quarto do preço do CD, o vendedor me gravava em fita. Isso só era possível na Galeria do Rock, na 24 de maio, porque normalmente o vendedor era também o dono da loja e também ele conhecia todos os títulos que vendia. E com um único disco, ele podia fazer mais dinheiro que a venda do CD propriamente dito.

Eu somente tinha lido alguma coisa sobre o Fairport Convention em um Mega Guia de CDs da Bizz, que tinha algumas centenas de páginas e tentava listar e comentar os principais CDs á venda no mundo. As informações sobre rock na minha adolescência sempre foram difícieis de se conseguir. Só através de revistas velhas que comprava em sebo, ou conversando com os donos das lojas de discos, verdadeiros dinossauros não extintos. E estes discos, os dois primeiros, atiçaram minha curiosidade, pois a banda sempre foi apontada como o principal nome do folk-rock britânico. Sendo eu fã dos Byrds, qualquer coisa que tivesse referência folk me atraía.

E estes discos foram daquelas descobertas que te fazem ouvir o mesmo disco várias vezes seguidas. Foi como uma epifania. Eles eram perfeitos, vocais harmônicos masculino/feminino, ótimo guitarrista (Richard Thompson foi escolhido há alguns anos pela revista Mojo o melhor da Inglaterra), ótimas contoras (no primeiro disco a voz é de Judy Dyble, que eu soube depois que virara bibliotecária depois de deixar a música, e a partir do segundo, Sandy Denny, da qual virei fã não somente pela voz, mas pelas composições e que eu acho que morreu nos anos 70 depois que caiu de uma cadeira e bateu a cabeça). A partir destes discos eu descobri outros compositores como a própria Sandy Denny, Joni Mitchell, Tim Buckley.

Além disso, a época em que fiz esta descoberta foi uma das mais importantes de minha vida, por assim dizer. Estava prestando o vestibular. Ou seja, terminava o terceiro colegial e não sabia o que o futuro me reservava. Época totalmente incerta, a insegurança de não saber o que iria fazer nos próximos meses se não passasse em nenhum vestibular, se teria de fazer cursinho ou iria pro mercado de trabalho. Mas de certa forma a música me ajudou a não pensar muito nestas coisas, e me lembro que nem estudar eu me preocupei, pois já tinha tido todo o ano pra isso. Então nestes dias de verão em que sempre chovia torrencialmente pela tarde, eu me lembro que minha preocupação era apenas acordar descansado, fazer as provas do vestibular e curtir depois as músicas. Lembro também que pra todo o lugar eu carregava na minha mochila um Walkman e dezenas de fitas cassetes, que ouvia a caminho das provas. E essa falta de preocupação creio que me ajudou a passar nos três vestibulares que disputei. (Inclusive na minha primeira opção da Fuvest, que eu preenchi apenas pra cumprir tabela, já que imaginava que nunca iria passar e que a terceira opção já estaria ótima se passasse). Way back to 1995!!

Seguem abaixo algumas coisas boas destes discos que eu achei no Youtube.

Raríssimo vídeo de 1967 – Primeira música do primeiro disco

As 3 primeiras músicas. Inclui um cover muito bom da Joni Mitchell – I Don´t Know Where I Stand.

Chelsea Morning – Cover da Joni Mitchell, eu acho mais legal que o original.

Meet on the ledge – Uma das múscas mais conhecidas da banda, que é do segundo disco.

Esta última é uma curiosidade. Não está em nenhum disco oficial, mas é da banda fazendo uma cover do Tim Buckley, em 1968!

PS: Se alguém procurar por meu nome completo no Google ou em qualquer instrumento de busca, vai achar algumas tablaturas de minha autoria. Entre elas uma canção do primeiro disco do Fairport Convention. É que nos primórdios da Internet, por volta de 1996, eu acessava uma newsgroup em Usenet chamada OLGA (On Line Guitar Archives), em que os usuários colaboravam postando cifras e tablaturas para violão. Eu acho que o OLGA foi extinto, mas na era da www alguns sites se apossaram da base de dados dela. Ainda bem que nenhum dos emails que eu postava ainda é válido.

The Small Faces – Hey Girl (1966)

Meio parado isto aqui, meio parada minha vida. Vou colocar uma musiquinha pra animar um pouco…

This is the first day of my life (*)

E 2008 terminou da forma mais inesperada possível. Depois de um ano conturbado e cheio de decepções , em que me questionei sobre tudo, minha capacidade, inteligência, sanidade, e que eu achava que não teria mais fim, terminou de uma forma que compensou todos estes infortúnios (/funéria). Não apenas compensou, mas fez meu ano valer a pena.

E nesta primeira postagem de 2009, já tenho certeza que ele será muito bom, e que às vezes só devemos dar uma chance à nós mesmos, à felicidade, ao amor…

E eu gosto muito deste clipe, e apesar de ser um pouco antigo, acho que pode resumir minha esperança neste novo ano literalmente de renovação.

 

(*) Bright Eyes

Soundtrack Of My Life – Pink Floyd – Atom Heart Mother (1970)

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Richard Writght morreu. Como sempre, os meus músicos preferidos de uma banda sempre morrem primeiro (como Keith Moon do The Who, O Syd Barrett do próprio Pink Floyd, George Harrison, Bryan Maclean guitarrista do Love, Sterling Morrison do Velvet Underground, etc)

E este foi o primeiro disco do Pink Floyd que eu comprei. É o famoso disco da vaquinha. Na verdade, eu não tinha o LP. EU tinha uma fita cassete mesmo, pois na época era o que se podia ouvir aqui em casa, já que a nossa vitrola Gradiente  encontrava-se sem agulha. E foi uma epopéia conseguir a fita. Eu a ganhei em um concurso. Pois eu já era nerd desde a tenra adolescência, há muuuuuuitos anos. E já estava conectado no mundo virtual, mas na época, via Video Texto da Telesp. E tinha um dos provedores que fazia um concurso que sorteava como prêmio um vale Disco (CD naquela época era meio que um luxo, pra vocês terem uma idéia de quanto tempo isso faz). Ficava mandando fichas virtuais a madrugada inteira, de forma que minhas chances eram quase que absolutas (isso me faz lembrar que em outro concurso, de melhor piada enviada, ganhei uma assinatura da Playboy, mas como era dimenor, fiquei meio sem jeito de ir requisitar meu prêmio). Pois é, ganhava sempre um vale disco. E já tinha conseguido quase todos os discos que eu queria, então, na loja, encasquetei com este álbum, com a capa de uma vaca no pasto, sem fazer referência ao nome do LP ou banda. Na época só conhecia Pink Floyd por causa dos hits, e nada mais, então arrisquei pegar esta fita. Foi minha introdução, para o bem ou para o mal, ao rock progressivo.

O meu primeiro Pink Floyd. Justamente um dos mais experimentais e grandiloqüentes. Já na primeira faixa, a música título, instrumental, que durava quase 25 minutos, uma sonoridade que nunca tinha ouvido. Mellotrons por todo o lado misturado com orquestra e arranjo psicodélico. Proposta ambiciosa. A música era formada por cinco partes distintas, uma suíte progressiva que eu acho que eles iriam aperfeiçoar no Meddle, com Echoes. Todo o lado A que continha apenas esta faixa era uma descoberta única. Lembro de meu irmão espantado, ouvindo comigo no carro (sim, como era fita, eu ia pro carro do meu pai só pra ouvir música), dizendo que era uma chatice, orquestra e tals. Mas pra mim era um mundo de novas possibilidades musicais, assim como era a própria vida naquele começo de adolescência.

Já o lado B era bem mais acessível, com um pop delicioso e meio descompromissado, mas mantendo o DNA da banda, com toques de apuro instrumental. A primeira faixa era “If”, um folk violão, voz e guitarra do Roger Waters.

A segunda era “Summer 68″, do Rick Wright, e parece-me que nos anos 70 tinha sido tema de abertura do Jornal Nacional. Na minha opinião é a música mais linda de toda a carreira do Pink Floyd. Ele aproveitou o clima e recheou também com arranjos orquestrais.

A terceira canção, “Fat Old Sun” foi escrita pelo David Gilmour e tem todas as características que viriam tornar a banda ainda mais famosa, uma melodia pop, arranjos arrojados de guitarra.

Na quarta faixa eles voltam à experiência instrumental psicodélica. Não à toa, a suíte se chama “Alan´s Psychedelic Breakfast”. A primeira parte tem a cara do Rick Wright, com piano, órgão e bateria. A segunda, tipicamente do Gilmour, só violão e guitarras.

A terceira entra a banda inteira, e acho que eles ainda estavam meio no clima de Trilha sonora (no ano anterior eles gravaram a trilha do “Zabrieske Point” do Antonioni, e do “More” do Barbet Schroeder). Interessante é que entre as partes, a banda faz sonoplastia com gente comendo corn flakes, barulhos de copos, ovo fritando. Eu sinto fome quando ouço a música.

Este álbum, além de me fazer gostar de rock progressivo, me abriu a mente para qualquer tipo de som. Era uma época que eu estava em plena adolescência,e tinha poucas preocupações na vida, que era basicamente acordar cedo no dia seguinte para ir à escola e estudar para as provas.

but you know I know when it’s a dream

 

Amor e felicidade e etc….. Porque hoje é um dia muio especial!! :-)

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